Mas, no momento em que a lança se levantava de novo, ele ressaltou, e com o corno esquerdo levantou o homem. Levado na parte convexa daquele crescente e não na ponta, o guerreiro desembaraçou-se a tempo, e o seu terceiro golpe, decisivo, em pleno coração, assegurou-lhe a vitória.

—Terann matou o grande uro,—rugiu ele.

Ao lado, a luta empenhava-se de outra forma. Quando Terann aniquilava o seu adversário, outro toiro se arrojava contra o caçador da clava.

Postado em frente, temerário, o homem desceu a arma e julgou esmigalhar o crânio da alimária. Mas, vindo de lado, e por um desvio de cornadura, a pancada não sortiu todo o efeito; e o toiro, precipitando-se como um raio, arrastava o nómada pelo espaço de dez cúbitos.

Inerme, maltratado, espezinhado, viam-se já as entranhas do desgraçado, e ouvia-se-lhe o estalido dos ossos.[{21}]

Depois o sangue jorrou: feridas enormes esburacaram o peito; e, na perturbação dos caçadores, apenas algumas frechas soaram dos arcos, despedidas pelos melhores archeiros. Depois ainda, como o toiro se encarniçava no corpo do vencido, muitos arrojaram-se com grande clamor.

A monstruosa alimária não os esperou.

Convicta, talvez, de que morreria, mas desejando cair como guerreira, marchou altivamente contra os assaltantes. Nuvens de dardos foram embeber-se nos seus belos flancos, sem lhe sustar a velocidade, e prontamente atingiu um novo antagonista, um velho que fugia sem agilidade, e lançou-o por terra.

Baixando a cornadura, dispunha-se a arrebatá-lo, mas um tiro de zagaia nas espáduas do uro salvou o homem e o flexível perfil de Terann veio interpor-se.

—Terann! Terann!—clamaram os caçadores. Terann evitou o ataque do uro; mas o seu segundo tiro, mal dado, roçou apenas uma omoplata.