Depois, enristando a lança, aguardou.
Os orientais não se viam. O seu plano devia ser o dirigir o ataque, intervindo nele apenas no momento decisivo, e, para isso, nada melhor do que estar na retaguarda. Tinham provavelmente mascarado os rostos, para melhor se confundirem entre as cabeças dos cães.
A dez metros da ilha, as colunas da frente estacaram contra a corrente, aguardando um sinal do bando[{159}] que fora por trás da ilha. Quando chegou o sinal, todas as forças atacaram a um tempo.
Parecia que aumentara a coragem dos cães. Luziam-lhes os dentes e o fósforo azulado dos seus olhos rasgava as trevas.
Antes de assentar o pé em terra, sofreram, como antes, consideráveis perdas; mas, desde que lá chegaram, muitos tardígrados das primeiras filas pereceram estrangulados; a heróica defesa dos outros, postos fora de combate centenares de cães, salvou-os do desbarato, e a luta seguiu curso regular, com fortuna vária.
Ao princípio, dando pela ausência do Pzann, dois orientais haviam-se adiantado e, primeiro a tiros de frecha, e depois com ligeiras lanças, sustentaram o ataque.
O contacto dos inimigos aterrorizara os comedores de vermes, que certamente se não salvariam da derrota, se os seis velhos, armados de arpões e zagaias não aguardassem corajosamente os asiáticos. Estes, envolvidos num círculo ameaçador, compreenderam a imprudência de arrostar armas ervadas, e debandaram em retirada, não intervindo na luta senão com brados e alguns tiros de frecha em momentos oportunos.
Do lado de Vamiré, os cães, açulados pelas vozes distantes, tinham efectuado a invasão.
Vamiré não os esperou; marchou contra eles com tal vigor, a sua clava e a sua lança fizeram tão numerosas vitimas, que os animais aguentaram apenas o primeiro embate e fugiram, deixando a descoberto um oriental, armado simplesmente de uma zagaia.[{160}]
Vamiré, com uma pancada, partiu a frágil haste da arma inimiga, e, segurando o homem pela nuca, lançou-o aturdido no chão, manietou-o, deu-o a guardar a Élem, e correu a socorrer os seus aliados.