—Bem,—disse Vamiré,—eu sei que és bom, e não desejo tirar-te a vida.—

O chefe não respondeu, e continuou a recuar, sempre de zagaia apontada, até que viu erguer-se o seu companheiro. Fugiu então. Mas o Pzann desatou a correr,[{164}] alcançou os orientais, obrigou-os a voltar à ribanceira, arremessou o mais novo ao rio, tirou a zagaia ao velho e obrigou-o também a deitar-se a nado.

Com o afastamento dos homens, os cães latiram amarguradamente. A desordem estendeu-se às matilhas distantes, Vamiré interveio, soltando clamores de vitória. Animados, os tardígrados tomaram a ofensiva; as matilhas recuaram desordenadas, e depois desbaratadas.

O Pzann e os seus aliados ficavam senhores da ilhota.

Morrera um milhar de cães, e os asiáticos eram apenas dois![{165}]

[XXII
O incêndio]

Ardia a ilhota.

O vento impelia as labaredas, por forma que era perigoso acampar no pontal, onde se achava o abrigo de Élem.

Tinham-se apinhado ali os tardígrados, e ali curavam dos seus doentes.

A rapariga, comovida pela coragem daquela pobre gente e pelos serviços que tinham prestado a Vamiré, sopeara a sua repugnância, e ajudava a tratar os feridos.