—Pergunta a teu irmão,—disse-lhe ele,—se não julga que chegou a hora de se fazer paz.

—A morte,—disse o asiático,—não me assustaria.

—Sei que és valente,—disse Vamiré;—mas não é um fraco aquele que se salva, salvando seus irmãos.

—Os meus não foram vencidos!

—Não,—disse o Pzann,—mas são apenas dois, e os cães aprenderam a temer-nos.—

Seguiu-se longa pausa, durante a qual o asiático meditava.

A alvorada subira um grau.

A cor do lilás passara à da turquesa e uma semiclaridade aquosa se estendia por todo o horizonte do rio; e, nesse horizonte, as árvores, o céu, as ribanceiras acusavam uma frescura extrema, em confronto com a vibrante sequidão do incêndio.[{170}]

O Pzann sentiu desejos de prosseguir na sua viagem pela face verde das águas, de continuar a subir o grande rio, e a ver as suas florestas, as largas desembocaduras de ribeiras, as suas penedias, ouvir o rugido das cascatas, o leve rumor das pequenas quedas de água, observar a correnteza dos rápidos, a sombra dos pequenos canais povoados de mouchões, a claridade dos extensos álveos...

No entretanto, as chamas completavam o seu assamento feroz, palidejando com a luz nascente, agitadas em línguas monstruosas, ou disseminadas em delicados tecidos, aderentes às retículas dos pequenos ramos.