O abbade dirigiu-se á porta e bateu.

—Quem é?—perguntou de dentro a voz aspera do mestre.

—Abra, mestre Joaquim, faz favor?

O abbade entrou. Para os pequenos foi como se vissem a Providencia.

—Então o que lhe fizeram estes mariolas, sr. Joaquim?—perguntou o abbade, olhando em roda para os alumnos.

—O que me fizeram? Roubaram-me dois lapis!

—Oh! que grande peccado!—exclamou o abbade, arregalando os olhos.

—E é que nenhum confessa—explicou o mestre. E bradou, voltado para os pequenos—nenhum confessa, mas eu ra a i xo-os, aqui, todos.

O abbade poz-lhe a mão no hombro e serenou-o, dizendo-lhe:

—Pois se nenhum confessa, é o mesmo; que vamos já saber quem foi.
Espere ahi que volto já.