Foi o numero 1 e poisou a mão sobre o testo. O gallo não cantou.
Foi o numero 2, foi o numero 3 e chegou até ao numero 4.
Antes de chegar a vez ao numero 5, todos os olhares convergiram para um canto da aula, d'onde partiam uns soluços afflictivos.
—Quem chora ahi?—perguntou o abbade.
Ergueu-se o Eusebio da Entrevada.
Era um pequenino de oito annos, muito pobresinho, com um palmito de cara que estava mesmo a pedir pão.
Era um cinco reis de gente, o Eusebio.
—É o da Emprégada—explicou o do Moleiro.
—Anda cá, menino—chamou o abbade—anda cá. Tu porque choras?
O pequeno aproximou-se para justificar as suas lagrimas, mostrou ao reitor os dois lapis roubados.