O homem bofava, a suar constantemente.

Foram colocados no fóco, um ao pé do outro, com uma meza de permeio, e por detraz com um reposteiro azul, que cahia em amplas dobras sobre o tapete. Quando o photographo assestou sobre elles a lente da machina, retirou de repente a cabeça de sob o panno de velludo preto que o cobria, e observou espantado:

—Então vocemecês estão a chorar?!

Enxugaram os olhos á pressa, e collocaram-se na mesma posição.

Á segunda tentativa, porém, as lagrimas e os soluços irromperam violentos; e o homem da tia Anna, afastando-se da meza, dirigiu-se ao socio do filho, e expoz-lhe, a chorar:

—Com'assim, meu senhor, nós não tiramos o retrato. E, enxugando as lagrimas ao canhão do casaco, continuou:

—Nada; escreva v. s.^a ao meu José, e diga-lhe que não senhor, que… não pode ser!… Se elle não quer mostrar á senhora o retrato que lhe mandamos, é o mesmo, que diga… que já não tem pae, nem mãe!

Aqui foi um soluçar afflictivo e um abanar convulsivo de cabeça, que deixou estarrecido o brazileiro.

A tia Anna concordava com o marido:

—Diga-lhe, meu senhor, que nós—dizia ella com voz tremula—que… morremos, sim que já morremos… ambos!