Na lareira já cantava a panella, que estava sobre quatro achas accezas.
O tio Simão, que assistia a tudo aquillo com lagrimas nos olhos, disse:
—Deus vos pague no céo, minhas filhas, os beneficios que fazeis a este pobre velho.
Tornou a pegar no cajado, que tinha ao canto, e foi com as raparigas.
Como elle ia alegre, direito, valente no meio d'ellas!
Os visinhos diziam-lhe:
—Ó Simão, deram comtigo as moças, estás arranjado!
E elle fartava-se de rir como um perdido!
Outros, quando viram o Fiel no collo da moça, perguntaram com malicia:
—Ó menina, onde é o baptisado?
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