A mãe oppoz-se, dizendo que estava a manhã muito fria. Lena desatou a chorar, voltada para o lado.
Na occasião que a Josepha abriu a porta da casa para sair, o Simão ficou um momento hesitante e ancioso. Approximou-se da Magdalena; e, com um sorriso contrafeito, como a querer suster as lagrimas, despediu-se com uma voz suffocada:
—Adeus, Lena.
A pequena não respondeu. Com as costas voltadas para elle, immovel no meio do quarto, encolheu os hombros.
—Adeus, Lena—repetiu elle mais alto e a chorar.
Então a pequena, n'uma grande effusão de ternura, lançando-lhe os braços ao pescoço, beijou-o repetidas vezes:
—Adeus, Simão.
E quando o engeitado ia já longe, pelo atalho fóra, ao lado da mãe, Magdalena da porta da casa seguia-o com os olhos cheios de lagrimas e dizia-lhe baixinho adeus, acenando com a mão:
—Adeus, Simão! Adeus!
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