—Não chores—disse-lhe D. Bernardo, que se recordava das scenas da Povoa—não chores. Vaes para um collegio de meninos como tu; e nas ferias vae tua mãe buscar-te para vires á terra!

A proposito, e para desanuvear o coração do afilhado, contou-lhe varias brincadeiras do seu tempo de collegial.

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Simão foi acompanhado pela Josepha a casa do padre Barreiros, na rua da Conega, em Braga. A mulher entregou uma carta do fidalgo da Tojeira. O padre montou os oculos, e leu a recommendação do seu amigo e antigo protector.

—Muito bem—disse no fim, retirando os oculos, e dobrando a carta.—Então, este pequeno é o afilhado do sr. D. Bernardo?

—É, meu senhor—respondeu a Josepha.

—E é seu filho?—perguntou o padre.

A Josepha hesitou na resposta. Olhou para o pequeno, e disse baixinho:

—Elle é engeitado; mas quem o criou fui eu.

Na tarde d'esse mesmo dia o Simão entrava como alumno interno no collegio de Jesuitas do Campo das hortas.