José Maximo e Jayme de Carvalho passaram indifferentemente atravez da turba, seguidos a pequena distancia pelo grupo de Manuel Rodado, que, vendo-os caminhar pausadamente, como quem vae prevenido para uma aggressão, não ouzava atacal-os.
José Maximo chegára a dizer para Jayme de Carvalho:
—Não estamos armados. O melhor é irmos para casa.
—Pois vamos, mas de vagar. Salvo o caso...
—Bem sei que caso é, atalhou José Maximo; salvo o caso de nos aggredirem.
Mas a aggressão não veio. José Maximo entrou em sua casa com Jayme de Carvalho e, apenas acabavam de entrar, quando todas as vidraças estalavam com uma rajada de pedras. Uma bala, entrando por uma das janellas, zuniu sobre a cabeça de Jayme de Carvalho.
—Isto agora é mais serio! exclamou José Maximo. O ficarmos aqui encurralados já não seria prudencia, era vergonha.
Foi direito ao quarto de um condiscipulo, onde sabia haver um bacamarte.
—Está carregado, felizmente! disse elle apossando-se da arma.
—E eu? perguntou Jayme de Carvalho.