—Seguirei o teu destino.

—Muito obrigado. Mas se fôr preso, prefiro que tu o não sejas, porque poderás mais facilmente justificar-me.

Perante este argumento, José Maximo deu-se por convencido. Ficou. Deitou-se. Mas não poude conciliar o somno. A imagem de Anninhas apparecia-lhe lacrimosa a lastimar-se de não terem sido attendidas as suas supplicas. E a folha de trêvo, consultada como oráculo, revoluteava no cerebro de José Maximo á semelhança de uma borboleta negra, presaga.

Jayme de Carvalho não teve pelo caminho qualquer mau encontro. As ruas estavam desertas, dir-se-ia que o terror fizera dispersar toda a academia, n’uma noite de festa e de luar, vespera de feriado.

—Alguma coisa grave se passou effectivamente! tinha pensado Jayme de Carvalho.

Os seus companheiros de casa, que já haviam recolhido todos, contaram-lhe que a ronda da Universidade fôra atacada a tiros de bacamarte no Arco do Bispo, mas que o Cabaças não morrêra, como a principio constára. Apenas o meirinho e alguns verdeaes tinham ficado feridos. O caso, porém, não deixava de ter gravidade.

—Quem foi que atacou a ronda? perguntou Jayme de Carvalho.

—Vá lá saber-se! Fomos nós, foste tu, foram todos os que não são absolutistas. É o que ha de dizer-se.

—Eu não ataquei ninguem; mas olhem que fui atacado.

—Foste atacado?? perguntaram-lhe.