Quando a menina chorava, o Marques acudia muito solicito e dedicado a distrail-a e acalental-a. Passeiava-a longo tempo, cantarolando:
Dorme, dorme,
Minha menina Rú-Rú.
Cantam os anjos
E dormes tu.
Era elle sempre o primeiro a desculpal-a nas suas perrices, e procurava entretel-a contando-lhe historias, que ella a principio ouvia com pouca attenção, depois com muito interesse. E quando os olhos da menina amorteciam na languidez do somno, o Marques, já cansado de contar historias, ia dizendo de vagar, espacejando lentamente as palavras, ás vezes até as syllabas:
Era uma vez
Uma menina chamada Victoria.
Morreu a menina...