—Diz-lhe que pode levar a agua amanhã.

O Zé de Oliveira era um visinho, um amigo, a quem frei Simão cedia, alguns dias na semana, a agua precisa para a réga.

Voltou o Marques, apparentemente tranquillo.

—Ora o diabo do homem! disse elle olhando para as janellas sobranceiras ao pomar, não esteve comigo ás voltas, que sim e mais que tambem, que ha ahi uma certa cachopa, que me quer fallar casamento?!

—Ainda ias a tempo! respondeu frei Simão.

Mas como reconhecesse que ninguem os estava ouvindo, o Marques disse a meia voz:

—Ó sr. frei Simão, faça favor de vir aqui vêr esta amendoeira como se vae a pôr bonita. Está aqui está toda coberta de flor.

—Tenho mais que fazer agora.

—Mas faça favor, que tem aqui uma cursidade (curiosidade).

Frei Simão foi, um pouco contrariado, por comprazer com o Marques.