Frei Simão e Anninhas riram do jovial desconchavo.
—É porque o sino berra como uma cabra, disse alegremente o frade. Se não fôr isto, é porque está empoleirado na torre como as cabras no pinaculo dos rochedos.
—Ah! tornou o Marques, isso quadra-me. Mas pena é que não esteja tão alto, que se não possa vêr de Cezár!...
Tiniu agora mais crystallino o riso de Anninhas, a quem as facécias do Marques distraíam das vagas apprehensões com que ella pensava no futuro e sempre em Coimbra desde que José Maximo tornára a envolver-se nas questões politicas da academia.
Bateram á Porta vermelha. Anninhas retirou-se para dentro de casa.
—Vae vêr, ó Marques, disse frei Simão baixando a voz.
Mas como o criado se demorasse a conversar fôra da porta com a pessoa que tinha batido, frei Simão perguntou de rijo:
—Ó Marques! quem está ahi?
—É o Zé de Oliveira, por causa da réga.