—Decerto o não torno a vêr...

—Cruzes! Longe vá o agouro! respondeu Gertrudes Magna, procurando reanimar o espirito do sobrinho.

—Não fallo por mim, minha tia; mas por elle. Eu vivo aqui em plena paz; elle vai sem saber para onde e para quê, e os perigos gostam de experimentar a coragem dos fortes. Aos fracos, que lhes não offereceriam resistencia, despresam.

Padre Antonio não poude pregar olho toda a noite. Revolvia-se, agitado, no leito; voltava-se de um lado para outro, inquieto.

Ao entre-luzir da manhã poz-se a pé. Ajoelhou deante do oratorio, e esteve rezando longo tempo.

Quando Gertrudes Magna veio perguntar se podia ir picar o sino, o coadjuctor, muito abstracto, disse-lhe:

—Olhe que me parece que o não torno a vêr...

—Deus ha de fazer tudo pelo melhor, respondeu Gertrudes Magna, porque elle ou não será pedreiro-livre ou não parece da laia dos outros.

—Pedreiro-livre! Ha-os, decerto, mas frei Simão não o é. Uma cabeça de fogo, sim. Não estivesse ausente o sr. abbade, e veriamos o que eu faria.

—E que havias tu de fazer, padre Antonio?!