—Salvo o caruncho, que já não é pouco, respondeu a tia do coadjuctor.
—Qual caruncho?! Mas para que trabalha ainda vossemecê?
—Eu trabalho porque quero. Ahi está o sr. Ignacio com a mesma teima de meu sobrinho! A mim o que me pésa é que seja pouco o trabalho quando o sr. abbade cá está, porque então não falta por’qui criadage. Mas agora, que somos dois, faz-se todo o serviço com uma perna ás costas, e ainda sobeja tempo.
—O peior é se vem por ahi algum hospede, cuidando que o sr. abbade está em casa.
Padre Antonio ficou receioso da resposta que sua tia ia dar.
—Isso sim! respondeu ella. São cousas que logo se sabem, porque o sr. abbade não vai em segredo p’ra parte nenhuma.
Padre Antonio tranquillisou-se.
—Pois muito estimei vel-a, sr.ª Gertrudes, tão bem disposta como parece!
—Isso é dos bons olhos com que Vossa Mercê me vê...
E, no corredor, Ignacio da Fonseca, parando de subito á porta do quarto de padre Antonio, perguntou: