Finalmente, na noite de sete de julho de 1832, eccoou no Porto uma noticia de grande sensação: a esquadra de D. Pedro estava á vista.

No dia seguinte, a noticia irradiou por muitas leguas em roda do Porto: chegou até Cezár.

Francisco Marques não poude contêr a sua impaciencia e metteu-se ao caminho para ir saber se o boato era verdadeiro ou não.

Entrou na cidade mais facilmente do que suppunha. A confusão no exercito miguelista era enorme. O Marques encontrou já na estrada muitas familias absolutistas, que por cautela fugiam.

Na madrugada do dia nove batia elle á porta da mansarda de seu amo. A cega, muito agitada, cheia de medo, disse-lhe que o sr. frei Simão tinha sahido, doido de alegria, ainda com de noite.

O Marques subiu á Cordoaria, onde encontrou alguns curiosos, que o informaram do que se passava.

Disseram-lhe que a expedição tinha desembarcado na vespera junto a Villa do Conde, e que estava em marcha para a cidade.

O Marques não quiz ouvir mais nada. Metteu pela rua de Cedofeita adeante, para seguir a estrada de Villa do Conde ao Porto.

Cêrca das oito horas da manhã encontrou no Carvalhido a guarda-avançada do exercito liberal.