E logo continuou a gritar:
—Viva o imperador! Viva a rainha! Viva a Carta!
D. Pedro tinha ficado muito surprehendido quando frei Simão de Vasconcellos correu a beijar-lhe a mão na estrada, levantando enthusiasticamente no ar o chapeu florido das côres constitucionaes. Sabia que os frades lhe eram adversos, e a extranhesa do caso fizera-lhe agradavel impressão. Um movimento de sympathia brilhára nos olhos expressivos do imperador.
Frei Simão, acompanhando sempre D. Pedro, seguira-o até á Praça Nova, onde o principe apeiára para entrar na Casa da Camara.
N’essa occasião era estentorosa a voz do frade, quando gritava:
—Viva o imperador! Viva a rainha! Viva a Carta! Viva a liberdade!
D. Pedro sahiu do palacio municipal para se dirigir ao dos Carrancas, onde ia hospedar-se.
Tudo isto se realisára n’um triumpho pacifico: o exercito de D. Miguel tinha retirado inexplicavelmente.
O frade acompanhou D. Pedro á Torre da Marca, e ahi continuou a vozear, em frente do palacio, gritos atroadores.