O imperador viera a uma das varandas para agradecer a ovação com que alguns grupos, frei Simão á frente, continuavam a acclamal-o.

Dando com os olhos no frade, tornou a reparar n’elle, que gesticulava freneticamente com o braço direito, agitando o chapeu, e com a cara no ar, muito afogueadas as faces.

Momentos depois, o marquez de Loulé, cunhado do imperador, dava ordem a um criado para vir á rua chamar um frade, que tinha hydranjas no chapeu, e estava dando vivas.

Frei Simão galgou dois a dois os degraus da escadaria de pedra.

D. Pedro não tardou a recebel-o, de pé, a meio da sala grande de entrada.

O imperador, esvelto, moreno, queimado do sol dos tropicos, com a barba crescida, o olhar incisivo e luminoso, denunciava comtudo na physionomia um certo cansaço e o que quer que fosse de amargurada expressão.

—Como te chamas? perguntou D. Pedro ao frade.

—Frei Simão de Vasconcellos.

—A que convento do Porto pertences?