O frade sahiu, e D. Pedro veio á porta, chamando para fóra:

—Ó Villa Flor! vem cá.

N’esse mesmo dia, frei Simão principiara a recrutar os seus companheiros de aventura pelas boas informações, que a respeito d’elles podera colhêr. Dois, como que lhe cahiram do ceu. Um era o Marques, que por caso nenhum se dispensou de seguir o destino do amo. O outro era José de Oliveira, que já conheciamos da casa do Outeiro, e que as irmãs de frei Simão, inquietas pela demora do Marques, tinham mandado ao Porto para saber noticias.

No dia 15 de julho a guerrilha estava prompta a marchar.

O desejo do frade seria dirigir-se logo a Cezár, para tranquillisar as irmãs e justar contas com os seus adversarios, seguindo depois para Arouca a cumprir o juramento que fizera.

Chegára a dizer a Francisco Marques:

—Vamos n’um pulo ao Outeiro socegar as senhoras. Se encontrarmos a geito Ignacio da Fonseca, pedir-lhe-hei que restitua a saude a minha irmã Anninhas...

Mas frei Simão foi despedir-se do imperador na noite d’esse dia.

D. Pedro, que, como sabemos, se levantava muito cedo, jantava tarde, nunca antes das oito horas, porque primeiro cuidava dos negocios da guerra que de si mesmo. A vida trabalhosa do Porto veio a ser a principal causa da sua morte prematura.

O imperador recebeu frei Simão quando acabou de jantar. Estava no Paço o conde de Villa Flor, que assistiu á audiencia.