O imperador, que de nada se esquecia, pensava algumas vezes no seu famoso guerrilheiro, e respondia aos que lhe fallavam d’elle:

—Frei Simão deve estar a caminho de Arouca, se já lá não estiver.

Houve quem perguntasse a D. Pedro:

—Mas que razão poderia elle ter para tão aventurosa marcha?

D. Pedro respondeu laconicamente:

—Um juramento...

O que é certo é que, na Chronica constitucional do Porto, se fez um longo silencio sobre o destino de frei Simão no decurso de agosto a setembro.

Mas nós, que temos presentes os autos de summario e a respectiva devassa rapidamente instaurados mais tarde contra frei Simão, e que podêmos, por outras noticias fidedignas, corrigir o que ha de invenção facciosa n’esses documentos judiciaes, vamos encontrar a guerrilha no dia 8 de setembro em caminho de Cezár.

Não podêmos comtudo explicar a demora da marcha, a não ser pelas difficuldades do transito provenientes do encontro e das escaramuças com numerosas guerrilhas miguelistas.

Diz a devassa que frei Simão tinha sahido do Porto na noite de sete de setembro. Não é exacto. O silencio da Chronica constitucional abona a negativa. Frei Simão não tornou a entrar na cidade, o que seria contradictorio com os fins da sua missão. Tambem diz a devassa que a guerrilha se compunha de cêrca de quarenta homens. Pode ser que tivesse augmentado em numero pela adhesão de alguns voluntarios, mas quando sahiu do Porto não excedia vinte homens.