Ouviu-se então a voz de apontar.
Frei Simão, erguendo o braço direito como para deixar o peito bem a descoberto, gritou:
—Viva Deus! Viva a liberdade! Viva a Rai...
A voz de fogo cortou, nos labios de frei Simão, a sua ultima palavra.
Sete homens cahiram varados pelas balas.
Vizeu estava em festa. A infima plebe dançava á roda dos cadaveres, tripudiando n’um festim selvagem, que durou todo o dia.
Alguns dos cadaveres ensanguentados foram levados de rojo até ao fosso onde costumavam lançar os animaes mortos.
O religioso impediu que o de frei Simão tivesse igual destino: elle mesmo o acompanhou á capella de S. Martinho.
A Chronica constitucional, continuando a referir-se ás sentenças do sanguinario tribunal de Vizeu, noticiava no dia 8 de dezembro a morte de frei Simão, e no dia 15 renovava o assumpto, dizendo: