No Campo de Santo Ovidio, á frente das massas populares, que davam vivas á tropa, distinguia-se José Maximo, cujo chapeu andava n’uma constante rodaviva, regendo os compassos do enthusiasmo revolucionario, como se fosse a batuta de um maestro.
Numerosos grupos percorriam as ruas da cidade, acclamando os vencedores.
Na occasião em que um d’esses grupos passava pela porta do governador das armas, José Maximo avançou e, fazendo concha com ambas as mãos sobre a bocca, berrou para uma das janellas, em que a doidivanas Catharina parecia muito admirada de o vêr:
—Ó sr.ª Catharina! agora é que eu estou na minha fresca ribeira!
O Teixeira, muito contrariado com os acontecimentos d’aquelle dia, mas sempre muito discreto, abstinha-se de fallar, comquanto não pensasse n’outra coisa.
—Parece impossivel, matutava elle, que o sr. general deixe em liberdade todo este desafôro! Até os criados de servir já se mettem a patriotas! Pois o Manuel era um bom rapaz, mas corromperam-n’o! Que pena e que desgraça!