—Ora essa! replicou o estudante. A rua é do rei.

—Do rei! repetiu José Maximo ironicamente.

E arremessando-se sobre o filho do brazileiro empolgou-o em ambos os braços, sopezando-o com musculos de aço.

Manuel Rodado procurava defender-se dos pulsos rijos de José Maximo, sem o conseguir. Os seus olhos, brilhantes como os de uma féra na escuridão, insistiam em reconhecer a physionomia do aggressor.

José Maximo, augmentando a pressão dos braços, revessou agilmente a perna direita e, firmando-se solidamente, baldeou no chão o estudante, que ficou estatelado sobre a relva do Campo.

Depois crusou os braços e, serenamente, disse:

—Se gritas, mato-te.

—Não grito, respondeu o estudante meio solevantado sobre o cotovêlo esquerdo. Não grito, mas havemos de tornar a encontrar-nos.

—Quando quizeres, poltrão! Em Coimbra, por exemplo.