—Meu tio está bom? perguntou-lhe.
—Vae indo como Deus é servido. E o sr. José Maximo vae para Coimbra?
—Não. Vou para o Porto.
José Maximo quiz desviar da sua passagem por Cezár a suspeita de que a noticia de regressar a Coimbra significasse uma reconciliação com o tio pelo arrependimento do seu procedimento anterior.
A pequena distancia iria José Maximo, quando frei Simão se sentou á carteira para escrever a frei Antonio Lino, seu antigo condiscipulo e confrade, cuja familia tinha alta cotação na côrte, pedindo-lhe que obtivesse para José Maximo da Fonseca, natural do Fundão, o qual se habilitava á matricula na faculdade de leis, o subsidio pecuniario destinado a estudantes pobres.
«Eu, um vencido, que nada pediria para mim aos vencedores—dizia frei Simão de Vasconcellos—ajoelho n’esta supplica, com as mãos postas, implorando o teu valimento e de teus parentes.»