«—Pois já a comadre bebe?

«Seu pateta!... seu cri-cri!...

«—Eu cá logo quando o vi;

«Puxei da naifa outra vez:

«Vá, marche, seu montanhez,

«Ou dou-lhe quatro naifadas;

«Conte co’as guellas cortadas,

«Que está na mão de má rez.

Assim, pois, o fadista creou para si um mundo á parte, onde a linguagem, os usos, os costumes constituem uma vida exótica, de aberração, que se escôa por entre a sociedade portugueza como um enxurro negro e torvo.

N’essa vida destragada todos os mais nobres sentimentos da humanidade se abatem e enlameiam, attingindo ás vezes as proporções de um paradoxo.