O costume de fazer touradas em beneficio de Nossa Senhora e dos santos, era então vulgarissimo.
Em setembro de 1778 effectuou-se na Praça do Commercio um combate de touros, como n’esse tempo se dizia, a bem do adeantamento das obras da egreja de Santo Antonio d’esta cidade.
Assistiram suas magestades.
Em agosto d’esse mesmo anno realizou-se na Praça do Commercio uma tourada em beneficio de Nossa Senhora do Cabo, funcção promovida pelo capitão João Dias Talaia Souto Maior, como escravo que era, e toda a sua familia, da mesma Nossa Senhora.
Os touros, em numero de 25, afóra os que vinham sobrecellentes, eram offerecidos bizarramente pela casa real.
No mesmo anno pediu o padre Emygio José da Costa licença para organizar um combate de touros na Real Praça do Commercio, a fim de adquirir uma avultada esmola destinada aos enfermos particulares da capital.
«Os touros que hão-de morrer, dizia o programma, são dezeseis, que El-Rei N. Senhor e varios fidalgos d’esta Côrte deram para o presente dia.»
Aqui temos, pois, as touradas de morte, que tanto horrorisam os portuguezes que a ellas assistem hoje em Madrid, Badajoz ou qualquer outra praça hespanhola.
Quantum mutatus ab illo... o portuguez!
Outro programma dizia: