N’outros espectaculos, que não fossem touros, mas que se déssem em qualquer das praças, baixavam os preços consideravelmente.

Assim, n’uma exhibição pyrotechnica, feita por um hespanhol de nação, os preços dos camarotes eram a 300 réis por vara, tanto no primeiro como no segundo andar, e todos os palanques a 40 réis.

Um outro programma, da Praça do Campo de Sant’Anna, diz:

«Os camarotes do andar de sima serão com mais comado, (sic).»[50]

Comprehende-se que o seculo XIX recebesse do seculo anterior uma viva tradição tauromachica, que enthusiasmava ainda o povo pelas antigas corridas, cujo brilho e perigo não tinham sido menores que nas praças de Hespanha.

As mulheres de má vida não ficavam indifferentes a essa tradição; não ficou a Severa, que zombava das suas collegas menos animosas do que ella, e que fez escola.

Algumas raparigas do fado chegaram a tomar parte em touradas.

Assim aconteceu n’uma corrida realizada em outubro de 1842.

A Revista Universal, redigida por Castilho, commemorou o acontecimento n’este suelto vernaculo, de que se perdeu já o feitio:

«A corrida de touros de domingo ultimo no Campo de Sant’Anna pouca menção merece. Sim eram bravos os animaes; mas, exceptuando algumas quédas, alguns corpos humanos marrados e pisados, e algumas saudes provavelmente arruinadas para sempre, não houve ahi successo por onde a tarde se podesse chamar boa.