No famoso «desafio do jogo da péla», em que tomou parte como padrinho de seu cunhado o conde de S. João, foi assassinado por um parcial do outro adversario, quando empregava esforços para impedir a pendencia.

Por não deixar successão legitima, passou a representação da casa para seu irmão Dom Miguel de Portugal, setimo conde, a quem Dom Affonso VI nomeou mestre de campo general, conselheiro de guerra, e governador das armas em Evora.

Foi estribeiro-mór da rainha Dona Maria de Saboya e védor da fazenda da princeza Dona Izabel.

Toda a sua paixão eram cavallos, musica, esgrima e livros.

É curioso observar como as tendencias hereditarias se vão reproduzindo n’esta família com pequenos intervallos de tempo.

Permittiu el-rei Dom Pedro II que o continuasse no titulo um filho illegitimo, Dom Francisco de Portugal, que foi o 8.º conde, e casou com uma filha dos primeiros marquezes de Alegrete.

Houveram um successor que foi Dom Joseph Miguel João de Portugal, 9.º conde, o qual escreveu, para lição e uso de seu filho, a relação da vida e feitos de seus ascendentes.

Intitula-se o livro Instrucçam que o conde de Vimioso Dom Joseph Miguel Joam de Portugal dá a seu filho D. Francisco Joseph Miguel de Portugal, fundada nas acçoens moraes, politicas, e militares dos condes de Vimioso seus ascendentes. Lisboa occidental, 1741.

N’este livro ha uma lacuna importante. O 9.º conde não quiz fallar de seu pai, como por um sentimento de modestia, receioso de que pudessem tomar á conta de affecto filial quanto de elogioso houvesse de dizer.

Mas falla por elle o auctor da Historia Genealogica, o qual relata que Dom Francisco de Portugal recebeu o titulo de marquez de Valença,[62] que fôra de seu quinto avô, o conde de Ourem D. Affonso, filho do 1.º duque de Bragança.