Nós já tinhamos dito que o 1.º conde de Vimioso era neto do 1.º marquez de Valença, por onde vinha aos Vimiosos o parentesco com a casa de Bragança.

D. Francisco de Portugal, que foi provedor da Santa Casa da Misericordia, distinguiu-se tanto na piedade como nas bellas-lettras. Foi socio da Academia Real de Historia, em cujas collecções deixou escriptos seus, no genero das composições eruditas que caracterisam aquella academia e aquella epoca.

Innocencio, no Diccionario bibliographico,[63] traz a resenha de todas as obras compostas por Dom Francisco de Portugal, entre ellas uma que possuo, Instrucçam que o marquez de Valença D. Francisco de Portugal, do conselho de Sua Magestade, dá a seu filho primogenito D. Joseph Miguel Joam de Portugal. Lisboa, 1746.[64]

Esta Instrucçam, que é um compendio de conselhos moraes, com exemplos colhidos na historia universal, foi publicada trez annos antes do marquez de Valença morrer de apoplexia no paço real, e cinco annos depois do primogenito ter publicado aquella outra Instrucçam, que já mencionamos.

O 9.º conde de Vimioso e 3.º marquez de Valença, Dom Joseph Miguel, alem d’esta Instrucçam, e outras obras,[65] compoz a Vida do Infante D. Luiz, livro que anda nas mãos de todos os bibliophilos.

Casou com D. Luiza de Lorena, filha de seu primo co-irmão Manuel Telles da Silva, 3.º marquez de Alegrete.

Succedeu-lhe o 2.º filho varão, Dom Francisco Joseph, porque o primogenito morreu de pouco tempo.

Não sabemos o motivo por que este 10.º conde de Vimioso não usou o titulo de marquez de Valença.

O 11.º conde foi D. Affonso Miguel de Portugal e Castro, 4.º marquez de Valença, que falleceu a 27 de novembro de 1824.

O 12.º conde de Vimioso e 5.º marquez de Valença, D. José Bernardino de Portugal e Castro, par do reino e conselheiro de estado, casou com Dona Maria José de Noronha, 2.ª filha dos 1.ᵒˢ condes de Peniche, e morreu a 26 de fevereiro de 1840.