Fallemos agora do seu successor, que mais directamente interessa ao nosso assumpto.

O 13.ᵒ conde, D. Francisco de Paula Portugal e Castro, senhor da casa de Valença, com honras de parente, par do reino por direito hereditario, não foi, como continuador da sua familia, uma figura nulla e incolor.

A nobreza estava já decadente, em virtude das loucuras ruinosas da maior parte dos fidalgos, e do golpe politico que lhe vibrára a democracia constitucional.

Para o marquezado de Valença soara já a ultima hora, mas o condado de Vimioso, muito prejudicado em seus rendimentos pelo regimen liberal, que os ferira na origem, havia de sobreviver ainda alguns annos mais, na pessoa do seu decimo terceiro representante.

D. Francisco de Paula nascera a 28 de julho de 1817.

Aos vinte annos, isto é, em 1 de abril de 1837 casou por amor com D. Maria Domingas de Castello Branco, filha dos segundos marquezes de Bellas, e viuva do segundo conde de Belmonte, D. José Maria de Figueiredo Cabral da Camara, porteiro-mór da casa real, e capitão de cavallaria.

Esta illustre dama tinha mais 12 annos que D. Francisco de Paula, e enviuvára em 1834, ao cabo de 14 annos de casamento com o primeiro marido.

Não era rica, e não se preoccupara, desinteressadamente, com a questão de dinheiro ao passar a segundas nupcias.

Diz o sr. Queriol:

«O conde, novo e esbelto, casara por mutua paixão com uma virtuosa senhora viuva do conde de Belmonte, que tambem por sua parte pouco lhe ficára restando de fortuna propria.