A este respeito temos dois testemunhos dignos de toda a fé: o do sr. Queriol e o de Bulhão Pato.
Refere o sr. Queriol que precisando comprar um cavallo, lhe offereceram uma égua, mas por tão baixo preço, que o fez desconfiar.
Foi consultar o conde, que lealmente o avisou de que não comprasse a égua, que era doida; e quanto á respeitabilidade do vendedor preveniu-o de que «em negocios de cavallos não havia que confiar em cavalheirismos, por ser essa a norma geral n’estes negocios».
Não contente com isto, o conde indicou ao sr. Queriol outro lavrador, que effectivamente o serviu bem, porque lhe vendeu a preço razoavel um cavallo sem resaibo, e muito resistente.
Conclue, com razão o sr. Queriol:
«Em abono á lealdade com que fui tratado, devo protestar contra a lenda que a muitos tenho ouvido de ser o conde de Vimioso o cigano mais temivel em negocio de cavallos, quando, como deixo acima dito, foi elle proprio a prevenir-me ser norma geral n’estes negocios não se confiar senão na propria experiencia.»
Quanto ao testemunho de Bulhão Pato, por igual abonatorio, logo o traremos a lume.
O artigo do sr. Queriol teve por fim principal refutar o episodio do drama do sr. Julio Dantas em que o conde (com outro supposto titulo) puxa de uma navalha.
Sobre esta phantasia o sr. Queriol protesta categoricamente, dizendo:
«O conde de Vimioso do nosso tempo era um excentrico, mas d’ahi a usar de navalha de ponta e molla e a suciar com bolieiros e fadistas da Mouraria, vae a distancia de um extravagante que o era de polpa para um ser inferior que elle nunca foi.