Quando dei co’um matacão
N’aquelle gajo á Esperança,
Para arranjar a fiança
Andaste em passo de cão.
Vendestes o teu cordão,
Teu capote se empenhou.
Se hoje solto e livre estou,
A ti o devo em verdade.
E por tanta caridade
Minha alma presa ficou.
Quando dei co’um matacão
N’aquelle gajo á Esperança,
Para arranjar a fiança
Andaste em passo de cão.
Vendestes o teu cordão,
Teu capote se empenhou.
Se hoje solto e livre estou,
A ti o devo em verdade.
E por tanta caridade
Minha alma presa ficou.