III
Os assumptos do Fado
O fadista, como já vimos a respeito do «bailhão», não deixa o seu credito por mãos alheias.
Pouco lhe importa que os litteratos o descrevam; descreve-se elle a si mesmo, propagando uma litteratura, que é d’elle ou feita para elle, e que lhe dá celebridade.
Essa litteratura é o Fado.
O fadista canta as outras classes; tão tolo seria elle que não cantasse a classe a que pertence.
Ha Fados que o descrevem na vida e na morte, no prazer e no azar, em liberdade e no Limoeiro.
A conjugação de todos esses Fados, dá, completa e integra, a vida do fadista.
Na vida
O fadista na taverna