De uma d’essas vezes, seriam seis horas e meia, Ricardina estava á janella, parecendo que se deliciava em tomar o ar fresco da manhã. Demorava-se, olhando ao longo da rua.

N’isto apparece o sueco, que parou debaixo da janella, e perguntou muito respeitosamente:

—É parra alugarr esse casa?

—É, sim, respondeu Ricardina.

—Poderrei verr agórra?

—Tenha a bondade de subir, respondeu Ricardina.

O sueco, a julgar pelo tempo que se demorou, examinou com interesse todos os compartimentos da casa, que aliás não eram muitos.

E gostou, porque n’essa mesma manhã procurou a sr.ª Magdalena, para lhe dizer que desejava ser seu inquilino.

—Que tinha muita honra n’isso, respondeu affavelmente a mãe de Ricardina.