V
Estava já no caes a bella Soledad com toda a sua côrte.
O conselheiro Antunes dava ordens, fazia recommendações aos barqueiros: que não esquecessem isto, que não deixassem ficar em terra os cabazes com as loiças, e as celhas com o peixe.
D. Enrique lia um jornal hespanhol, recebido n’essa manhã, e de momento a momento commentava a leitura monologando: Qué broma!
D. Estalisnada mostrava-se encantada com a solicitude cavalheirosa do conselheiro Antunes, e fallava tantas vezes no azeite, que o morgado de Reguengos disse para o proprietario das Alcaçovas: «N’isto do azeite anda marosca; é linguagem combinada.»
Quando o grupo das Rodartes chegou, houve sensação no grupo de Soledad. Foi como se duas côrtes se chocassem.
O morgado de Reguengos, o proprietario das Alcaçovas, os dois officiaes de caçadores 1 e o Vianninha já as conheciam. Correram a cumprimental-as, a dar-lhes as boas-vindas, a fallar ao avô.