—E elle está-me sempre a cantar!

Uma criada dialogava com outra:

—Hoje prego-lh'a...

—Bem me fio eu n'isso!

—Ora tu verás.

—Então que fazes?

—Não me ha-de tornar a deixar fechada: hoje perco a chave da porta da rua.

Eu disse para os meus botões:

—Trabalho escusado, o de te fechar a porta! As criadas, como aves de rapina que são, em poucas gaiolas cabem, de modo que têem sempre a cabeça de fóra...

Á porta do Anjo cantavam dois cegos o Noivado do sepulchro; o povo fazia circulo:[{195}]