Dictadura da palavra e dictadura da espada![{230}]

Vejamos.

O estadista e o historiador foi chamado a governar a nova republica franceza depois da sangrenta guerra franco-allemã.

É sempre difficil dirigir uma creança, mórmente uma creança, cujo berço fluctua sobre sangue nas ruinas d'um paiz inteiro.

O sangue era francez: as ruinas eram as da França.

O vencedor era a Allemanha.

Pela eterna rivalidade que reina entre as duas nações, a França julgava-se duas vezes vencida por succumbir ás mãos da Allemanha.

Thiers foi o medico chamado á cabeceira da França no momento em que as feridas do corpo nacional sangravam dolorosamente sobre as ultimas purpuras encontradas nas Tulherias.

Comprehende-se o que seria governar assim.

Vêde bem que exforço titanico não requer subir ao Vesuvio, quando elle muge em convulsões precursoras d'erupção, debruçar-se á cratera, despreoccupado da escuridão sinistra que fecha a montanha, escutar o surdo ruido das entranhas de pedra agitadas pelo fogo, sentir affluir ao enorme local d'aquella pyra enorme o turbilhão vertiginoso das lavas, e suster com um dedo a massa candente que irrompe de dentro, e reprimir com uma palavra a torrente impetuosa d'um niagára de chammas.