Assim estava a França: isto fez Thiers.
Foi elle, o dictador da palavra, que provou ao mundo[{231}] que para os cadaveres das nações como para os cadaveres dos homens tinha a physica descoberto o galvanismo.
Foi elle que estendeu o seu braço obstando a que a plebe desenfreada sepultasse no grande tumulo das nações que foram o cadaver da França, amortalhado nos fragamentos das suas esphaceladas bandeiras.
Apagados os fogos sinistros da batalha, ergueram-se vorazes os fogos da Communa.
Depois da derrota,—o incendio; depois da guerra extrangeira, a guerra civil.
Era preciso combater a França para salvar a França, porque o peior inimigo da França era a França.
A derrota tinha alastrado de cadaveres o chão.
Eram as cinzas dos heroes, que se bateram com o eterno denodo francez.
Cumpria veneral-as no mais sagrado culto devido aos que perecem pela patria.
Mas o facho da Communa tentava queimar em Paris os corpos dos heroes nas fogueiras que no Industão espalham no ar as cinzas das viuvas brahmines.