Era uma profanação immensa.

Cumpria respeitar a desgraça da patria, salvar ao menos a quilha da nau desarvorada, que desde tempos immemoriaes estava costumada a despejar as suas hostes conquistadoras nas praias da Europa inteira.

Pois bem, Thiers estava ao leme, e queria morrer abraçado á ossada do seu navio, quando desesperasse de salval-o.[{232}]

N'estes momentos de suprema agonia todos os olhos e todas as esperanças estão concentrados no capitão.

Se elle desanima, desanima a equipagem.

E cada vez mais referviam em derredor as ondas populares d'aquelle immenso mar de fogo que dava ás aguas do Sena uma ardentia sinistra.

Thiers salvou a França, suffocando a Communa, e fazendo cahir o braço fratricida armado para a guerra civil.

Isto ainda o não conseguiu a Hespanha, que manda as legiões de Madrid combater as guerrilhas da Navarra.

A Communa era o incendio, o saque, o fusilamento, e, para vencer todas estas calamidades, claro está que era preciso oppor-lhes pelo menos outra: a morte.

Era preciso fazer justiça: correu sangue.[5]