Dado porém que na presidencia da republica franceza estivesse a essa hora não o dictador da palavra, mas o dictador da espada, um intrepido militar costumado a oppôr a força á força, lembrado de haver pelejado em Africa no assalto de Constantina, de haver tomado em Sebastopol as fortificações de Malakoff, e de ganhar na Italia a victoria de Magenta, esse militar, dizemos, impellido pela sua destemida coragem, haveria atulhado de francezes os carceres e os cemiterios para[{233}] salvar a patria que a sua espada tão gloriosamente por mais d'uma vez nobilitara.

Dictadura da palavra!

Dictadura da palavra foi o governo de Thiers.

Luctas, se as houve, foram parlamentares unicamente, e a assemblêa de Versalhes o campo de batalha.

Assim requeria ser tratado um enfermo illustre, que tinha ainda nos labios um timido sorriso de esperança.

E esse enfermo era a França, o paiz das tradições gloriosas, e a medicina foi a palavra, a discussão, o parlamento.

É impossivel rehabilitar-se um paiz com maior dignidade.

Á ruina da guerra com o extrangeiro succede um governo republicano d'ordem, que, logo aos primeiros passos, tem de supplantar a Communa armada em ambas as mãos com o ferro de Caim e o facho d'Omar.

O inimigo da familia depois do inimigo da França!

Ameaçado o lar depois de retalhada a patria!