Era preciso salvar o berço em que fluctuavam os Moysés do futuro, e o cemiterio onde dormia toda a immensa familia de Clovis.
Isto conseguiu Thiers, e mais ainda.
Reorganisou o exercito.
Satisfez a imperiosa avidez do erario allemão deixando-o cogulado do muito oiro da contribuição de guerra que pesa ainda menos do que o sangue das victimas de Metz, Borny, Mars-la-Tour, Gravelotte e Sedan.[{234}]
Levantou dois emprestimos que provam que o credito da França bastaria a encher todos os thesoiros da Allemanha.
E reergueu os edificios derrubados pelo inimigo ou pela Communa e, o que é mais, reergueu a patria, sustentando um difficilimo equilibrio politico nas frequentes e perigosas oscillações d'um governo provisorio.
Isto fez Thiers: isto fez a dictadura da palavra.
Vejamos agora como se pagou ao velho Noé que depôz, sã e salva, nas faldas do Ararat, a nau desconjunctada pelo imperio francez.
A eleição de Buffet para presidente da assemblêa franceza, por uma maioria de 70 votos, contra Martel, candidato do governo, recomposto nas fileiras do centro esquerdo, era um mau prenuncio de imminente tempestade parlamentar.
E, de feito, a tempestade rebentou.