Na sessão do dia 19 de maio deu-se o signal de rebate, que não póde ter outro nome a apresentação da interpellação firmada por quasi todos os membros do centro direito e da direita.

Venha o documento. Precisamos de vêr claramente como Thiers, o dictador da palavra, succumbiu dignamente ás unicas armas cujo combate aceitava,—a palavra.

«Os abaixo assignados, convencidos de que a gravidade da situação exige á frente dos negocios um gabinete cuja firmeza tranquilise os espiritos em todo o paiz, pedem para interpellar o ministerio a respeito das[{235}] ultimas modificações que acabam de fazer-se n'elle, ácerca da necessidade de que prevaleça no governo uma politica resolutamente conservadora, e propõem que se destine a proxima sexta feira para se realisar a interpellação.»

O governo, pela bocca do ministro Dufaure, pediu um praso de vinte e quatro horas para se entender com o presidente da republica.

Era esse o dia em que deviam ser apresentados os projectos da lei constitutiva dos poderes publicos.

A esquerda da assemblêa pediu que fossem lidos.

A direita oppôz-se violentamente.

Era a primeira refrega, depois do signal de combate.

Estava patente a impossibilidade d'acordo entre o presidente da republica e a direita, unida ao centro direito da assemblêa.

A politica de partido levantava-se para combater a politica nacional; começava a referver a escumalha da paixão nas aguas que deveram anilar-se na doçura d'uma discussão serena.