A direita foi intransigente, violenta, aggressiva.

Thiers, o dictador da palavra, cujos actos e discursos procuraram sempre alliar todas as vontades por meio d'um espirito liberal e conservador, prudentemente sustentado em todas as luctas, quiz ainda responder á direita com o seu verbo fluente, sereno e limpido:

«Não solicitei o poder, offereceram-m'o e exerci-o[{236}] no meio de muitos desgostos e difficuldades: as vossas censuras não as dirijaes aos leaes ministros aqui presentes: dirigi-as a mim, que para mim as tomarei.

O momento é solemne; imperiosas as circumstancias: vós ides decidir os destinos do paiz.»

Mas era preciso dizer a verdade toda:

«Entre os republicanos ha alguns que querem ir mais longe e que instigam os outros a seguil-os: são os que querem a republica para os republicanos.

N'esta situação, precisa-se de um governo inexoravel para com a desordem, e que, depois de assegurar a tranquilidade, inicie uma politica de pacificação; tal é a nossa politica.»

Todavia a direita, como dizia a interpellação, queria uma politica resolutamente conservadora, e Thiers desceu da cadeira da presidencia, certamente deslembrado das ostentações do poder, se bem que naturalmente desalentado como todos os grandes obreiros que são chamados a receber a féria da ingratidão...

Finalmente, Mac-Mahon substituiu Thiers.

A historia registrou o passado, e a espectativa europea nada alcança pelas trevas do futuro a dentro.