Voltemos folha: Pinto de Campos.

Filho d'uma familia de lavradores de Villa Franca, começou por ser typographo. Certo dia lembrou-se porém de que não conhecia ainda todos os typos—os do drama e da comedia—e fez-se actor. Estreiou-se no Gymnasio em 1855 e passou depois a D. Maria. Com estas andadas esqueceu-se da typographia, mas em compensação ficou conhecendo optimamente a topographia... do theatro.

Fez admiravelmente o Krig da Cora, o piloto dos Homens do mar e, no Porto, os galans com Emilia das Neves.

Artista consciencioso e boa alma. Ouro sobre azul.

Temos na setima pagina... Maria Adelaide.

No theatro e na sociedade é uma coquette. Alguem, vendo-a no Afilhado de Pompignac, disse que ella tinha nascido para amazona. Diz com graça, e tem ás vezes a travessura d'um rapaz.

Ora, pela coquetterie, é bom passar a gente depressa.

Folheemos as paginas restantes.

Bayard, se não se póde considerar um artista de primeira ordem, é todavia um actor apreciavel, em que os outros podem ter confiança, porque não desmancha, como se diz em linguagem de theatro.

Luiza Candida tem uma especialidade—os typos populares,—em que vae muito bem, o que não quer dizer[{144}] por modo algum que não tenha intelligencia para outras creações.