—Sabia. Sabia que querias justificar a ingratidão, o esquecimento d’elle, só para não me magoares.

—Enganas-te. O amor desvaira-te. Elle não pôde ir, porque...

—Por que?...

—Socega. Vejo-me, porém, obrigada a fazer-te esta revelação. Pesa-me de não a ter feito hontem. Quando a mamã estiver presente, mostra que não sabes...

—Dize, dize.

—O Eduardo está realmente no Porto.

—Quiz fugir-me?

—Não. Foi chamado á pressa. Sebastião Valladares... morreu.

—Morreu! E por que m’o não disseste? Receavas que me fizesse mal, bem sei, minha boa irmã. Morreu! Como elle terá soffrido! E eu accusava-o, Rosinha, accusava-o porque me dilacerava o coração a lembrança de me não ter ido vêr, a mim, que me levantava do leito depois de tantos dias de soffrimento... Como eu fui injusta...

—Socega. Que não te vá fazer mal...