—Não faz, não. Pobresinho d’elle, que parece ter nascido sob o influxo d’uma estrella funesta. Não lhe bastava o que soffria por minha causa! Ainda mais isto! Soffre-se tanto quando se fica sem pae! Lembras-te do que nós sentimos e chorámos, quando nos faltou o nosso, Rosinha?
—Cala-te, minha amiguinha, cala-te. Pode ouvir a mamã. Não fales mais. Hontem de tarde, se t’o dissesse para remediar o mal que involuntariamente fiz, talvez não acreditasses.
—Talvez não.
—Hoje, porém, tenho provas.
—Tens provas?
—Promette que te não alvoroças, se não...
—Ah! escreveu-te! Deixa-me ver, deixa-me ver.
—Eu leio...
—Não sejas cruel, Rosinha. Deixa-me ler, que já tenho saudades de ver a sua lettra...
Rosinha entregou a carta que tinha recebido, do Porto momentos antes. Maria Luiza leu: