—Quero então pedir-te um favor.

—Dize o que é.

—Se me deixavas escrever...

—Escrever! Mas se te vae fazer mal...

—Não faz, eu sei que não faz.

—Com uma condição: quatro palavras, apenas.

—Pois bem. Quatro palavras apenas, respondeu Maria Luiza.

E escreveu com bastante difficuldade para sustentar a penna na mão convulsa:

«Sei o que terás soffrido, meu pobre Eduardo!... Que o meu amor te dê coragem. Não receies por mim, não? Eu estou boa. Queria que viesses, porque vamos ámanhã para o Bom Jesus, e não sei como hei de estar lá sem ti. Já não te vi ha tanto tempo...»

Rosinha interrompeu-a para dizer-lhe: