«E eu?...

«Contei-lhe a minha vida, revelei-lhe as paginas mysteriosas do meu livro intimo, deixei-lhe vêr as minhas lagrimas... Que lhe posso dizer mais? Não pensei no suicidio, não me atirei ao abysmo da morte para extinguir as minhas dores, e adormecer.

«Procurei o balsamo onde o podia encontrar.

«Cada dia apparecem livros que abrem por blasphemias, e terminam pela negação de tudo o que ha de defeso á razão limitada do homem. Eu, se um dia escrevesse a minha historia, havia de terminar por esta palavra—Deus.»

FIM

Nota.—A estampa que illustra a capa d’esta edição reproduz fielmente o antigo aspecto da alameda da Mãe d’Agua, no Bom Jesus do Monte.


NOTAS

[1] Contos ao correr da penna—No Bussaco.

[2] Tudo isto está hoje mudado no Bom Jesus do Monte. Diogo Forjaz descreveu assim, e com exactidão, o antigo aspecto do sitio da Mãe d’Agua: «Deixando o terreiro dos Evangelistas, subindo alguns metros pela matta na direcção de sueste, encontra-se um comprido passeio tapisado de verdura, o qual conduz por debaixo de copado arvoredo a um tôsco reservatorio d’agua, que lhe fica ao fim com assentos e mesa de pedra.» (Nota da 2.ª edição.)